Toca-discos (No Brasil) ou gira-discos (Em Portugal) é um aparelho eletrônico ou aparelho de som para tocar discos de vinil.
Consiste de uma base que acomoda os demais elementos, que são um prato circular, que gira no sentido horário acionado por um motor elétrico, com um pino central onde se deposita ou encaixa o disco ; à direita existe um braço pivotante contendo, na extremidade, uma cápsula fonocaptora e agulha para se fazer a leitura dos micro-sulcos do vinil. Para se ouvir o disco, desde o início, a agulha é colocada na borda externa do disco. As velocidades de rotação do prato podem ser de 16, 33 e 1/3, 45 ou 78 RPM (Rotações por minuto), dependendo do modelo do toca-discos e do disco que será tocado.
No auge do LP vários fabricantes colocaram no mercado muitos modelos, alguns bem simples, sem recursos e outros muito sofisticados, com variados recursos para audição de alta fidelidade, tais como ajuste fino da velocidade por meio de marcação estroboscópica, braços precisos, leves, com vários ajustes e equipados com cápsulas de excelente qualidade.
Um item muito importante é a cápsula fonocaptora e a agulha. Os toca-discos mais simples possuem cápsulas de pouco desempenho, enquanto que os toca-discos de alta fidelidade possuem cápsulas com excelente desempenho e com resposta de freqüência superior, fazendo uso de agulhas elípticas que melhor se ajustam aos sulcos do vinil, permitindo uma leitura mais precisa e resultando em reprodução sonora superior
//Base do toca-discos
A função da base do toca-discos é servir de sustentação para os demais elementos. Geralmente possui uma tampa acrílica basculante para proteção contra poeira e pés anti-ressonantes. A base geralmente é fabricada em madeira revestida ou pintada, mas utilizam-se diversos materiais, tais como plástico, vidro e acrílico. Ela deve ser perfeitamente plana e nivelada, para não afetar a correta leitura do disco.
Prato/Motor
O prato tem a função de acomodar e girar o disco de vinil no sentido horário e na rotação em que foi gravado, para que o conjunto braço/cápsula/agulha possa trilhá-lo e ler as informações sonoras nele armazenadas. Aparentemente é algo simples de ser feito, mas o tipo de tração utilizado é muito importante para que a rotação seja correta e constante, além do que esse mecanismo deve ser o mais silencioso possível pois a cápsula capta não só as vibrações dos sulcos do vinil, como também as vibrações do conjunto Prato/motor.
Tipos de tração
Existem três sistemas de tração, que fazem girar o prato: Por polia, correia ou acionamento direto. Como foi dito, o tipo de tração influencia o resultado final.
Polia - O sistema de polia consiste basicamente de uma polia de borracha ligada ao eixo do motor, que em contato com o prato o faz girar. É um sistema barato mas que ocasiona muitos ruídos que são perceptíveis na audição. Desse modo é utilizado em toca discos mais simples e baratos, ou nos mais antigos.
Correia - O segundo utiliza uma correia de borracha que abraça o eixo do motor e o prato. É um sistema bem mais silencioso e muito usado atualmente em toca-discos High End.
Tração Direta (Direct-Drive) - No terceiro sistema o próprio eixo do motor é o eixo do prato. É considerado o melhor de todos, porém é o mais caro e o mais difícil de ser construído, pois utiliza motor mais elaborado e circuitos eletrônicos para regular a rotação do Prato.
Controle de velocidade
O sistema estroboscópio é um indicador por meio do qual o prato, na correta rotação, é mostrado aparentemente estacionário, quando iluminado por uma luz em certa freqüência, 50 ou 60 hertz. Isso é possível através de uma faixa de pontos ou marcações em torno de suas bordas ou sobre os mesmos, iluminada por uma lâmpada néon. Quando a velocidade do prato estiver ajustada corretamente em 33 e 1/3, por exemplo, os pontos parecem estacionados.
Braço
A função do braço é servir de suporte para que a cápsula fonocaptora e sua agulha trilhem os micro-sulcos do disco. No braço dos toca-discos ficam, entre outros, o sistema de lift, os ajustes de forca anti-resvalo, pressão da agulha e o cabeçote ou Shell, que serve de suporte e ajuste para a cápsula fonocaptora. O braço também é muito importante, pois ajuda a conduzir corretamente a cápsula em seu trajeto pelo sulco. Existem braços automáticos que descem automaticamente no início dos discos e voltam a sua posição de repouso ao término do mesmo. Braços manuais devem ser inseridos e retirados manualmente do disco.
Tipos de braços
Braço Equilibrado Dinamicamente Tipo de braço onde as massas são equilibradas com uma força de rastreio aplicada por uma mola. Este tipo de braço não requer que o toca-discos esteja nivelado.
Braço Equilibrado Estaticamente As massas são inicialmente equilibradas, para o posterior reequilíbrio, com um peso determinado, por meio de uma massa concêntrica ao braço.
Braço Tangencial (Radial Tonearm) Este tipo de braço trilha o disco de vinil tangencialmente, para que não haja erro de rastreio.
Sistemas de regulagens dos braços
Sistema de lift é uma alavanca com sistema de amortecimento viscoso que permite subir e abaixar o braço suavemente no disco, evitando danos ao disco e agulha. Erro de Rastreio é o ângulo formado pela linha que passa pelo eixo da cápsula fonocaptora com a tangente ao sulco do disco no ponto de contato da agulha com o disco. É decorrente do emprego de braços pivotados nos toca-discos analógicos. Existem gabaritos que minimizam esse erro, seno que esse erro é zero nos braços tangenciais.
A Pressão da Agulha ou Força de Rastreio é a força vertical (em gramas) exercida pela agulha sobre o sulco do disco e varia conforme o modelo e tipo de cápsula. Deve ser elevada o suficiente para manter o contato da agulha com o sulco durante todo o rastreio. Um valor baixo ou mais elevado aumentará o desgaste do disco. Muitas cápsulas operam melhor na metade superior de suas faixas de pressão recomendadas. Esse ajuste é obtido no braço através de um sistema de contra-peso graduado em gramas.
Anti-Resvalo ou Anti-Skating é um dispositivo do braço que tem por finalidade aplicar uma pequena força mecânica no eixo do mesmo, de forma a equilibrar a força centrífuga que surge pela rotação do prato e tende a fazer a agulha trilhar mais o lado interno do sulco do disco, que equivale ao canal esquerdo. Essa força pode ser mecânica, através de mola ou contra-peso e magnética, através de imãs.
Cápsula fonocaptora/agulha
Cápsula
A cápsula fonocaptora ou fonográfica e sua agulha, instalada na ponta do braço do toca-discos, tem a função de extrair as informações sonoras gravadas nos discos de vinil. Trata-se de um transdutor eletromecânico miniatura que converte a energia mecânica (produzida pela fricção da
agulha percorrendo os micro-sulcos sinuosos impressos na superfície dos discos de vinil) em energia elétrica que depois é amplificada e finalmente convertida em energia sonora pelos alto-falantes (transdutor eletroacústico) das caixas acústicas. Os toca-discos mais simples possuem cápsulas de pouco desempenho, enquanto que os toca-discos de alta fidelidade possuem cápsulas com excelente desempenho e com resposta de freqüência superior, fazendo uso de agulhas que melhor se ajustam aos sulcos do vinil, permitindo uma leitura mais precisa e resultando em reprodução sonora superior. Ou seja, a qualidade da informação que produz é fator determinante para que os outros aparelhos de som reproduzam da melhor forma possível o som gravado no LP.
Tipos de cápsulas
Cápsula Magnética ou de Relutância Variável (lnduced Magnet) O ímã e a bobina são fixos num suporte. As vibrações são transmitidas a uma pequena lâmina que, ao vibrar, corta as linhas do campo magnético do ímã variando a indução sobre a bobina, acarretando a circulação de uma corrente e o sinal de áudio.
Cápsula Magnetodinâmica (Moving Magnet) Onde o ímã é móvel e a bobina é fixa. Os movimentos, a partir das vibrações captadas pela agulha ao percorrer o micro-sulco do disco de vinil, são transmitidas ao ímã, que movimentando-se, faz variar a indução de seu campo magnético sobre a bobina, criando uma corrente elétrica através desta e originando o sinal de áudio.
Cápsula Dinâmica (Moving Coil) O ímã é fixo e a bobina é móvel. A bobina, movimentando-se dentro do campo magnético do imã, provoca a circulação de uma corrente elétrica através da bobina, originando o sinal de áudio.
Agulha
As agulhas dos toca-discos são feitas de um material bem duro, como a safira ou diamante e recebem um tratamento para que sua superfície fique extremamente lisa. No caso de discos estéreo, as laterais da agulha apóiam-se nas laterais do sulco. Quando a agulha fica gasta, ela adquire faces pontiagudas que destroem facilmente os sulcos do disco e precisam ser
substituídas.
Fazendo uma analogia: O sulco representa um ‘’rio’’ enquanto a agulha é um ‘’barco” apoiado nas duas “margens”, sem tocar no fundo. As “margens” do “rio” são fáceis de serem destruídas, assim o “casco” do “barco” tem uma superfície bem lisa para causar o menor dano possível às “margens”. Se o “casco” do “barco” ficar irregular, as “margens” se desgastam mais rápido, então o “barco” deve ter seu “casco” trocado.
Além de lisa, a agulha é muito leve e pequena e é montada no cantilever, uma pequena e leve haste metálica presa a um suporte de borracha bem macia. Esse mecanismo permite que a agulha percorra a trilha do sulco sem danificá-lo.
Tipos de agulhas
Agulha Cônica (Conical, Spherical) Agulha fonocaptora de secção transversal circular.
Agulha Elíptica ou Bi-Radial De seção transversal semelhante a uma elipse, que emprega dois raios de circunferência diferentes.
Analógico versus digital
O CD tomou o lugar de destaque do disco de vinil e conseqüentemente o toca-discos caiu em desuso. O CD teve ampla aceitação devido sua praticidade, tamanho reduzido e som livre de chiados. O disco de vinil é de manuseio difícil e delicado, mas a sonoridade do vinil é superior à do CD. Testes "cegos" onde ouvintes escutam CD e LP sem saber qual é qual, mostram que a maioria dos ouvintes preferem o som do LP.
Fonte: Wikipedia
terça-feira, 23 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Estilos e Vertentes
Bom galera, pra quem gosta de musica eletronica, sempre é bom conhecer a maioria das vertentes e estilos. Isso vale pra quem toca e pra quem gosta, pois uma mixagem e uma boa produção também depende muito das vertentes. Existem muitas vertentes e estilos, como existem muitas, vou explicar as principais. 1º para conhecer os estilos e vertentes, temos que conhecer as variações, aqui tá uma explicação somente para conhecer as muitas variações existentes com variações que vão de:
0-70 Bpms (ambient)
140 Bpms (trance)
220 Bpms (Hardcore)
Acid House - Falando abertamente, trata-se de uma House Music mais doidona, conhecida como ácida por causa do nome de uma droga. Contudo, na prateleira da megastore você vai encontrar o estilo com o nome de House. O Acid House teve Londres como berço e caracteriza-se por ser um som mais psicodélico. Hoje aparece em sets de DJs de maneira bastante isolada. "Ninguém toca só Acid house", conta Renato Ratier.
Drum 'n' Bass - Esse ficou muito, muito popular no Brasil. O Drum'n'bass é aquele eletrônico pauleira, feito em um ritmo rápido que vai além dos 150 BPMs (Batidas Por Minuto) e é totalmente quebrado, não segue por muito tempo um só ritmo. Nele predominam as linhas de baixo e bateria. Esqueça aqui o "putz-putz" do House, o que conta aqui são as batidas graves. Também são características desse estilo as viradas, sempre rápidas, com efeitos que reproduzem cordas e pianos. O DB (como é conhecido) tem influência de diversos estilos musicais, como Rock, Hip-Hop e Soul. Outro ponto que pode ajudar você a identificar o Drum'n'bass são os vocais melódicos. O brasileiro Marky, para muitos o Pelé entre os DJs, foi um dos principais responsáveis pela popularização do ritmo no mundo todo.
Electro - Você vai perceber que está rolando um Electro quando escutar o som daquele tecladinho que se popularizou na década de 80. Mas o Electro é mais do que um som, ele tem uma estética de glamour, futurismo e sensualidade. "Foi com o Electro que duas sociedades distintas, a música eletrônica e a moda, se juntaram", conta a DJ Ana Flávia.
House Music - Antes de qualquer coisa é preciso entender que há o House das pistas, normalmente sem vocais, e aquele mais comercial, que toca nas rádios. Pois bem, ambos são
House - também conhecido como Dance Music, lembra desse nome? O fato é que a House Music influenciou profundamente todos os gêneros que surgiram depois. É o estilo mais flexível da música eletrônica e permite fusões com outros gêneros. O House surgiu no fim dos 80, em Chicago, e atualizou a lendária Disco (estilo famoso nos anos 70) com bases eletrônicas.
Lounge - É aquele eletrônico feito mais para relaxar do que para pilhar. Tocado em diversos restaurantes mais descoladinhos e lojas de roupa de grife, trata-se também de uma vertente da música eletrônica na qual o intuito não é dançar, mas criar um clima harmonioso. A saber, o Lounge abrange Bossa Nova, Samba, Música Oriental e outras. E, justiça seja feita, o Lounge se confunde muito com o aquilo que há tempos chamávamos de World Music, difundida por Kitaro e Ênia. Lembra deles?
Minimal - O Minimal, ou Minimalismo, é um dos mais recentes gêneros da música eletrônica. Quando alguém diz que em certo lugar vai rolar um Minimal, entenda que pode ser um Minimal House, ou um Electro Minimal, e por aí vai. Isso porque este é um tipo de música que utiliza poucos sons, normalmente apenas timbres e samples (trechos) de outras músicas. Os ritmos são bem repetitivos. "Aqui o menos é mais", diz o DJ e produtor Danihell.
Psy e Trance - O Psy deriva do House e do Techno. Suas batidas são rápidas e alucinantes (até 150 BPM). Uma de suas principais características é o uso de sintetizadores para criar o clima de transe. Já o Trance, que há alguns anos influenciou muito o Psy (criando o gênero Psytrance), é mais lento (130 BPM) e tem vocais. "O Trance pode ser base tanto para a pista de dança quando para um som mais ambiente", diz o DJ carioca Roger Lyra.
Techno - Muitos acham que é sinônimo de música eletrônica. Não é. Trata-se de um gênero mais pesado - uma variação do House - com batidas menos suaves e mais mecânicas. No Techno é comum o uso de sons que vão desde sirenes e barulhos que lembram um bate estaca de fábricas, a samplers de diálogos de filmes. O Techno foi criado em Detroit e os três pioneiros foram Derrick May, Kevin Saunderson e Juan Atkins. O Techno original é mais rápido do que o House, indo de 130 a 145 BPMs e geralmente não contém as famosas palminhas - características da House e da Disco.
Tech House - O Tech House deu mais flexibilidade, ritmo e melodia ao Techno. Tocado de forma um pouco mais lenta, é uma fusão do House com o Techno, como o próprio nome já sugere. Nele aparecem vocais melódicos e o ritmo é bem dançante.
Fonte: Djs Snoop, da Clash e Aloca, em São Paulo; Ana Flávia, residente do Vegas, em São Paulo; Renato Ratier, que comanda às sextas no D-Edge, em São Paulo; Léo Janeiro, residente do Lounge 69, no Rio de Janeiro; Roger Lyra, residente no People, no Rio de Janeiro; Danihell, produtor e líder da banda eletrônica Superfake.
Bom galera, estive fazendo um resumo de algumas vertentes, pois existem muito mais. Vale a pena você saber e diferenciar legal as vertentes para conhecer o que ouve e o que você pode tocar.
;D
Abraços pra todos!
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