quinta-feira, 18 de junho de 2009

Estilos e Vertentes

Bom galera, pra quem gosta de musica eletronica, sempre é bom conhecer a maioria das vertentes e estilos. Isso vale pra quem toca e pra quem gosta, pois uma mixagem e uma boa produção também depende muito das vertentes. Existem muitas vertentes e estilos, como existem muitas, vou explicar as principais. 1º para conhecer os estilos e vertentes, temos que conhecer as variações, aqui tá uma explicação somente para conhecer as muitas variações existentes com variações que vão de:
0-70 Bpms (ambient)
140 Bpms (trance)
220 Bpms (Hardcore)
Acid House - Falando abertamente, trata-se de uma House Music mais doidona, conhecida como ácida por causa do nome de uma droga. Contudo, na prateleira da megastore você vai encontrar o estilo com o nome de House. O Acid House teve Londres como berço e caracteriza-se por ser um som mais psicodélico. Hoje aparece em sets de DJs de maneira bastante isolada. "Ninguém toca só Acid house", conta Renato Ratier.
Drum 'n' Bass - Esse ficou muito, muito popular no Brasil. O Drum'n'bass é aquele eletrônico pauleira, feito em um ritmo rápido que vai além dos 150 BPMs (Batidas Por Minuto) e é totalmente quebrado, não segue por muito tempo um só ritmo. Nele predominam as linhas de baixo e bateria. Esqueça aqui o "putz-putz" do House, o que conta aqui são as batidas graves. Também são características desse estilo as viradas, sempre rápidas, com efeitos que reproduzem cordas e pianos. O DB (como é conhecido) tem influência de diversos estilos musicais, como Rock, Hip-Hop e Soul. Outro ponto que pode ajudar você a identificar o Drum'n'bass são os vocais melódicos. O brasileiro Marky, para muitos o Pelé entre os DJs, foi um dos principais responsáveis pela popularização do ritmo no mundo todo.
Electro - Você vai perceber que está rolando um Electro quando escutar o som daquele tecladinho que se popularizou na década de 80. Mas o Electro é mais do que um som, ele tem uma estética de glamour, futurismo e sensualidade. "Foi com o Electro que duas sociedades distintas, a música eletrônica e a moda, se juntaram", conta a DJ Ana Flávia.
House Music - Antes de qualquer coisa é preciso entender que há o House das pistas, normalmente sem vocais, e aquele mais comercial, que toca nas rádios. Pois bem, ambos são
House - também conhecido como Dance Music, lembra desse nome? O fato é que a House Music influenciou profundamente todos os gêneros que surgiram depois. É o estilo mais flexível da música eletrônica e permite fusões com outros gêneros. O House surgiu no fim dos 80, em Chicago, e atualizou a lendária Disco (estilo famoso nos anos 70) com bases eletrônicas.
Lounge - É aquele eletrônico feito mais para relaxar do que para pilhar. Tocado em diversos restaurantes mais descoladinhos e lojas de roupa de grife, trata-se também de uma vertente da música eletrônica na qual o intuito não é dançar, mas criar um clima harmonioso. A saber, o Lounge abrange Bossa Nova, Samba, Música Oriental e outras. E, justiça seja feita, o Lounge se confunde muito com o aquilo que há tempos chamávamos de World Music, difundida por Kitaro e Ênia. Lembra deles?
Minimal - O Minimal, ou Minimalismo, é um dos mais recentes gêneros da música eletrônica. Quando alguém diz que em certo lugar vai rolar um Minimal, entenda que pode ser um Minimal House, ou um Electro Minimal, e por aí vai. Isso porque este é um tipo de música que utiliza poucos sons, normalmente apenas timbres e samples (trechos) de outras músicas. Os ritmos são bem repetitivos. "Aqui o menos é mais", diz o DJ e produtor Danihell.
Psy e Trance - O Psy deriva do House e do Techno. Suas batidas são rápidas e alucinantes (até 150 BPM). Uma de suas principais características é o uso de sintetizadores para criar o clima de transe. Já o Trance, que há alguns anos influenciou muito o Psy (criando o gênero Psytrance), é mais lento (130 BPM) e tem vocais. "O Trance pode ser base tanto para a pista de dança quando para um som mais ambiente", diz o DJ carioca Roger Lyra.
Techno - Muitos acham que é sinônimo de música eletrônica. Não é. Trata-se de um gênero mais pesado - uma variação do House - com batidas menos suaves e mais mecânicas. No Techno é comum o uso de sons que vão desde sirenes e barulhos que lembram um bate estaca de fábricas, a samplers de diálogos de filmes. O Techno foi criado em Detroit e os três pioneiros foram Derrick May, Kevin Saunderson e Juan Atkins. O Techno original é mais rápido do que o House, indo de 130 a 145 BPMs e geralmente não contém as famosas palminhas - características da House e da Disco.
Tech House - O Tech House deu mais flexibilidade, ritmo e melodia ao Techno. Tocado de forma um pouco mais lenta, é uma fusão do House com o Techno, como o próprio nome já sugere. Nele aparecem vocais melódicos e o ritmo é bem dançante.
Fonte: Djs Snoop, da Clash e Aloca, em São Paulo; Ana Flávia, residente do Vegas, em São Paulo; Renato Ratier, que comanda às sextas no D-Edge, em São Paulo; Léo Janeiro, residente do Lounge 69, no Rio de Janeiro; Roger Lyra, residente no People, no Rio de Janeiro; Danihell, produtor e líder da banda eletrônica Superfake.
Bom galera, estive fazendo um resumo de algumas vertentes, pois existem muito mais. Vale a pena você saber e diferenciar legal as vertentes para conhecer o que ouve e o que você pode tocar.
;D
Abraços pra todos!

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